FADE IN:
1. INT. SALA DE AULA – PRIMÁRIA – DIA
Uma sala de aula do 3º ano de uma escola primária, vibrante em cores e formas, tem vários desenhos nas paredes, cartazes com as tabuadas, o alfabeto e o corpo humano. A atmosfera é de uma confusão positiva vivida através das crianças, das cores das suas roupas e dos vários objetos dispostos nas suas mesas individuais. A PROFESSORA (35) está de pé ao lado do quadro de giz. No quadro está escrito:
DATA: TERÇA-FEIRA, 23 DE FEVEREIRO DE 2011
QUANDO EU FOR GRANDE, QUERO SER…
PATRÍCIA (8) está de pé, debaixo da frase do quadro, virada para os outros colegas que a escutam atentamente. Patrícia segura um desenho com as duas mãos. Entre estes colegas estão DANIELA (7), PEDRO (8), JOAQUIM (7), MARIA (9) e JOSÉ (8), um rapaz de cabelo curto e escuro, sentado mais ao fundo sala.
PATRÍCIA
(apontando para o desenho)
Quando eu for grande, quero
ser veterinária. Esta aqui
sou eu a cuidar dos animais:
o elefante, o cão, o peixe,
o leão e uma vaca.
PROFESSORA
Obrigado Patrícia, podes
voltar para o teu lugar.
Agora é a tua vez, Daniela.
Patrícia senta-se no seu lugar. Daniela levanta‑se e coloca‑se no mesmo lugar de Patrícia. No desenho de Daniela, vê-se o edifício da escola, uma mulher adulta desenhada e várias crianças a brincar no recreio, em escalas não proporcionais.
O desenho aparenta estar incompleto: alguns elementos não estão pintados e algumas crianças não têm cabelos.
DANIELA
Quando eu for grande, quero
ser professora. Esta aqui sou
eu, a escola e os meus alunos.
Pedro levanta a mão.
PROFESSORA
Diz, Pedro!
PEDRO
Porque é que há meninos
que não têm cabelo?
JOAQUIM
É o Ruca!
Algumas crianças riem-se.
DANIELA
O Ruca não existe!
MARIA
São meninos que estão
doentes e que vão morrer!
PROFESSORA
Quem é que te disse isso, Maria?
PATRÍCIA
Eu não quero ficar
sem cabelo, professora!
PEDRO
Ó professora, eu não quero morrer.
PROFESSORA
Silêncio, meninos! Aqui ninguém
vai morrer ou ficar sem cabelo.
Daniela podes voltar ao teu lugar.
Joaquim, é a tua vez!
Daniela senta-se e Joaquim ocupa o seu lugar.
JOAQUIM
Quando eu for grande, quero
ser pasteleiro, como o meu pai…
Enquanto Joaquim faz a descrição do seu desenho, José que esteve muito atento a todos os comentários, fica inquieto e expressa na sua face alguma dúvida e confusão, desviando a atenção da aula, enquanto olha pela janela. Outras crianças vão apresentando os seus desenhos. O SOM DA AULA desvanece aos poucos.
2. EXT. RUA – DIA
Uma pacata rua de uma típica aldeia portuguesa, é limitada, de um lado, por altos muros de pedra de habitações e, do outro, por campos agrícolas. Ouve-se o CHILREAR de passarinhos e os PASSOS de José. José caminha na berma da rua lentamente, percorrendo os muros com a mão e MURMURANDO algo impercetível. Do outro lado da rua e na direção contrária, caminha ANINHAS (70), uma senhora vestida e calçada de preto, apoiando-se numa bengala.
ANINHAS
Olá, Zézito!
JOSÉ
Boa tarde, senhora Aninhas!
ANINHAS
Vais agora para casa?
José acena com a cabeça afirmativamente.
ANINHAS
E a tua irmã? Está melhor?
Rezo por ela e pelos teus pais
todos os dias. Se Deus quiser
tudo isto vai passar rápido.
Vai com Deus, meu filho.
José fica sério e imóvel, por breves segundos e depois responde com um leve sorriso. Os dois continuam a caminhar.
3. EXT. RUA & CASA DE JOSÉ (ÁTRIO) – DIA
José chega a uma casa de dois andares, forrada a granito e com uns altos portões verdes escuros. Toca à CAMPAINHA e aguarda. O portão mais pequeno abre-se e aparece a MÃE (37) de José, uma mulher de estatura média, com um pouco de peso a mais e com cabelo curto pelos ombros.
JOSÉ
Olá, mãe!
MÃE
Olá, Zé!
José entra para o átrio e coloca-se em bicos de pés, a mãe baixa-se e José dá um beijo na face da mãe.
MÃE
Correu bem a escola?
JOSÉ
Não! Não saiu do sítio.
José dá uma GARGALHADA. A mãe sorri.
MÃE
Tu és muito engraçadinho.
JOSÉ
A Bia?
MÃE
Está a descansar.
JOSÉ
Posso ir lá?
MÃE
Podes, mas rápido. Não a
acordes. E depois, fazer
os trabalhos de casa.
José dirige-se ao interior da casa a correr.
4. INT. CORREDOR/QUARTO DE BEATRIZ – DIA
José está à porta do quarto de BEATRIZ (13). Com cuidado, tenta abrir a porta da forma mais silenciosa possível.
Espreita para dentro do quarto por breves segundos e entra. O quarto tem mobília de tons castanhos escuros e uma decoração monótona. Existem alguns ramos de flores em tons rosa, brancos e verdes e postais com votos de melhoras. A persiana está ligeiramente aberta, entram alguns raios de sol no quarto. Há uma certa serenidade no ar e um denso SILÊNCIO. Bia está deitada lateralmente, de costas para a porta. Uma manta cobre o seu corpo. José sobe para a cama e deita-se virado para as costas de Bia, colocando a sua cabeça por cima dos longos e ondulados cabelos da irmã.
Coloca o seu braço em cima dela. Bia mexe-se um pouco. José fica imóvel e escuta com atenção a RESPIRAÇÃO ABAFADA da irmã. Gradualmente, José começa a respirar fundo também e tenta sincronizar a sua respiração com a de Bia. Depois para e fica em SILÊNCIO por alguns segundos. José sai da cama e passa levemente a mão sobre a cabeça de Bia. Fica com alguns cabelos entre os dedos e a sua expressão mantém-se a mesma. Cuidadosamente, sai do quarto.
5. INT. QUARTO DE JOSÉ – DIA
José entra no quarto com os cabelos na mão. O quarto também tem alguma mobília de tons escuros e a restante decoração em tons azuis e brancos. A persiana está completamente aberta — há bastante luz natural no quarto. José abre o guarda-fatos, retira uma caixa do fundo e pousa-a na cama. Abre a caixa e vê vários cabelos iguais aos que traz. Coloca os novos cabelos na caixa, fecha e guarda-a novamente no armário. Ao fechar a porta, José depara-se com o seu reflexo no espelho exterior da porta. De forma lenta, leva as mãos à cabeça e puxa o seu cabelo para trás, tapando-o. Observa a sua imagem por alguns segundos e uma expressão de confusão invade a sua face.
6. INT. COZINHA – DIA
Na cozinha, de dimensões médias, mobilada por armários castanhos claros de madeira, há bastante luz natural, e algumas plantas interiores. Os eletrodomésticos são um pouco datados e a cozinha está extremamente limpa e organizada.
José está sentado à cabeceira da mesa de pedra no centro da divisão. A mãe está ao balcão a preparar o lanche. No balcão existem alguns ramos de flores em jarras de água, algumas ainda novas, outras quase murchas.
MÃE
Precisas de ajuda com
os trabalhos de casa?
JOSÉ
Não, estas contas são fáceis.
Já estou quase a acabar.
A mãe dirige-se até José e coloca na mesa um prato com um pão misto e uma maçã partida em quatro pedaços. José dá uma grande dentada no pão, fica com a boca cheia e mastiga lentamente. A mãe senta-se ao lado de José e passa levemente a mão pelo cabelo do filho.
MÃE
Zé, ouve a mãe. Mais logo,
a nossa cabeleireira vem cá
a casa cortar o cabelo à Bia…
JOSÉ
(interrompendo, ainda
com a boca cheia)
Vem? Porquê?
MÃE
Tu sabes que a Bia vai ao médico
muitas vezes para ficar boa.
(breve pausa) Mas para ficar boa,
o cabelo dela fica fraquinho e
começa a cair aos poucos. Por
isso, vamos cortar o cabelo
pequenino para que ela não
note a queda e não fique triste.
Percebes?
José pega num pedaço de maçã e dá uma trinca.
JOSÉ
(reticente)
Acho que sim. Mas o cabelo
dela vai ficar assim como o teu?
MÃE
(passa a mão no seu próprio cabelo)
Não. Vai ficar ainda
mais curto que o teu.
José passa a mão no seu cabelo. José dá outra dentada no pedaço de maçã.
JOSÉ
Isto é vontade de Deus?
MÃE
(surpreendida)
Porque perguntas isso?
JOSÉ
Toda a gente sempre que fala
da Bia diz: seja o que Deus
quiser. E se Deus não quiser?
O que acontece com a Bia?
José come o último bocado do pedaço de maçã.
MÃE
Deus vai querer sempre
o melhor para a Bia.
JOSÉ
(frustrado)
Como é que sabes isso?
MÃE
Nós não temos forma de saber
o que vai acontecer amanhã
ou depois de amanhã.
(breve pausa) Mas se cuidarmos
da Bia da melhor forma que
soubermos, vai ser mais fácil
para todos, independentemente
do resultado.
JOSÉ
O que significa independentemente?
MÃE
(sorrindo)
É uma palavra de gente grande.
José coloca as costas direitas.
MÃE (CONT’D)
Significa que o que tiver de
acontecer vai acontecer.
(breve pausa) Vai acordar a Bia,
que a cabeleireira e o pai
devem estar a chegar.
José levanta-se da cadeira e corre disparado em direção à porta da cozinha que dá acesso ao resto da casa. A mãe acompanha com os olhos o movimento de José, esboçando um ligeiro sorriso. Os seus olhos ficam aguados.
7. INT. GARAGEM – ANOITECER
Na garagem, de grandes dimensões, com paredes brancas e cinzentas, existe uma porta que dá acesso ao hall de entrada, às restantes divisões da casa e ao jardim. Ao lado da porta da garagem existe um grande espelho, coberto por um pano branco. Em frente à porta, do outro lado da garagem, está o portão de cor branca, por onde entram os carros. Há uma atmosfera fria e pesada, intensificada pelas luzes artificiais brancas da garagem. No centro, está uma cadeira virada de frente para o portão, onde está sentada Beatriz com o cabelo solto. José está debruçado sobre o colo de Beatriz, com a cabeça pousada nas pernas da irmã. Beatriz passa a mão suavemente no cabelo de José e José afaga a outra mão da irmã.
JOSÉ
Estás com medo?
BEATRIZ
Não.
JOSÉ
Não?
BEATRIZ
Não.
José franze a testa. Beatriz observa com atenção a expressão de José.
BEATRIZ
Mas não gosto de ver os cabelos
que ficam presos na escova.
(breve pausa) E a mãe já não
penteia o cabelo da mesma forma.
José levanta a cabeça, senta-se no colo de Beatriz e abraça-a, colocando a sua cabeça em cima do ombro da irmã. Passa levemente a mão no cabelo de Beatriz. Beatriz continua a passar a mão no cabelo de José.
BEATRIZ (CONT’D)
Acho que vou ter saudades
da mãe me pentear o cabelo.
JOSÉ
A mãe não penteia o meu.
Passados alguns segundos, entram na garagem, pela porta, a mãe, o PAI (37), um homem alto, ainda com a roupa do trabalho suja de pó e terra (construção civil) e a CABELEIREIRA (40), com o cabelo um pouco descuidado, vestida e calçada de preto. José dá um beijo na face da irmã e afasta-se, ficando próximo da porta. A mãe e o pai ficam ao lado de Beatriz, a cabeleireira atrás.
CABELEIREIRA
Olá, Beatriz. Estás boa?
BEATRIZ
Sim.
MÃE
Estás pronta?
CABELEIREIRA
Claro que está. Toda a gente
gosta de mudar de vez em quando!
Todos sorriem, exceto José e Beatriz.
CABELEIREIRA
(otimista)
Isto também não vai doer nada,
e o cabelo volta a crescer
mais forte e mais bonito.
A cabeleireira retira da sua bolsa a máquina de cortar cabelo e liga-a. O SOM da máquina domina o ambiente pesado. José fica inerte. O pai dá a mão a Beatriz e olham um para o outro por breves segundos e Beatriz volta a olhar em frente. A cabeleireira encosta a máquina ao pescoço de Beatriz e desliza-a de baixo para cima, rapando uma grande quantidade de cabelo que cai ao chão. Antes do cabelo cair ao chão, José cerra os olhos com força, várias lágrimas percorrem a sua face, desvia a cara e sai pela porta rapidamente em direção ao jardim.
8. EXT. JARDIM – ANOITECER
No jardim, com vários tipos de plantas e flores, José está de pé no passeio de paralelos, virado de costas para a casa. É iluminado por luzes amarelas, provenientes dos postes de luz pública. José continua a lacrimejar. O pai chega por detrás de José.
PAI
Zé, o que se passa?
José vira-se para trás e agarra as pernas do pai. José tenta acalmar a respiração e limpa as lágrimas com as mãos. José consegue acalmar-se e olha para o pai. O pai limpa com o polegar uma lágrima que corre na cara de José. O pai pega em José ao colo, os dois abraçam-se e o pai embala-o. José com a cabeça pousada no ombro do pai abranda o ritmo da respiração, lentamente. Uma expressão de preocupação/medo invade a face do pai.
9. INT. CORREDOR – NOITE
José entra no corredor de dimensões médias, com paredes brancas e iluminado por uma fraca luz amarela. A meio do corredor existe um móvel com fotos de José e Beatriz de quando eram mais novos e um espelho na parede. José dirige-se ao fundo do corredor com passos lentos. Encosta a orelha à porta e ouve o SOM da água do banho. Aguarda alguns segundos e BATE à porta.
JOSÉ
Bia?
BEATRIZ
Sim?
JOSÉ
Posso entrar?
Ambos permanecem em SILÊNCIO durante alguns segundos.
BEATRIZ
Podes.
José abre ligeiramente a porta, espreita, apenas vê preto, entra e fecha a porta.
10. INT. CASA DE BANHO – NOITE
Na casa de banho, de pequenas dimensões, revestida por azulejos, Beatriz toma banho no polibã de portas de vidro. As luzes estão apagadas. O ecrã está preto. José, ao entrar, fica de frente para Beatriz.
JOSÉ
Porque é que estás a
tomar banho às escuras?
Beatriz não responde. A água do banho continua a correr. Passados alguns segundos, Beatriz desliga a água.
BEATRIZ
Chega-me a toalha
que está aí pendurada.
Abre as portas do polibã.
JOSÉ
Toma.
Beatriz agarra na toalha e embrulha-se na mesma.
BEATRIZ
Podes acender a luz.
José abre a porta, acende a luz e volta a fechar a porta.
Olha para Beatriz, inerte. Os seus olhos parecem ficar maiores.
BEATRIZ
Então?
JOSÉ
Hmmm…
BEATRIZ
Fico bem, assim?
JOSÉ
Sim! Sim! Sim! Ficas diferente.
Mas eu gosto. Ficas mais
parecida comigo.
Ambos riem.
Beatriz sai do polibã.
JOSÉ
Já viste como ficas?
Beatriz abana a cabeça de forma negativa.
JOSÉ
Agora até és mais
rápida a secar o cabelo.
José RI-SE.
BEATRIZ
Queres tocar?
JOSÉ
No teu cabelo? Posso?
Beatriz acena com a cabeça e José sobe para cima da sanita. Levanta a mão direita lentamente e com cuidado pousa-a na cabeça de Beatriz.
JOSÉ
Uau! O teu cabelo é muito fofo.
José com a mão esquerda agarra na mão direita de Beatriz e guia-a à cabeça dela. Olham nos olhos um de outro e sorriem.
MÃE (O.S.)
Meninos, o jantar está pronto.
BEATRIZ
Vai indo. Vou-me vestir e já vou.
José desce da sanita e sai da casa de banho disparado, em direção à cozinha. Beatriz coloca-se em frente do espelho que está embaciado do vapor do banho. Com a mão, desenha uma mancha no espelho que a permite ver o seu reflexo. Uma expressão de dúvida invade a sua face.
JOSÉ (O.S.)
(a gritar)
Mãe! Pai! A Beatriz
está muito bonita!
Beatriz ainda em frente ao espelho, esboça um leve sorriso.
CORTE PARA NEGRO
11. EXT. CASA DE JOSÉ (ÁTRIO) & RUA – NOITE
José arrasta com esforço o caixote do lixo pelos paralelos do átrio, fazendo um grande CHINFRIM. Abre o portão mais pequeno que dá acesso à rua e arrasta o caixote para a rua. Instala‑se um SILÊNCIO geral que é contrariado apenas pelo LADRAR de alguns cães ao longe. A rua está completamente vazia. José olha à sua volta e de dentro do casaco, retira a caixa dos cabelos e coloca-a dentro do caixote do lixo. Volta a olhar à sua volta, entra dentro de casa e fecha o portão. Passados alguns segundos, José abre o portão de novo, vai ao caixote do lixo e pega na caixa. Volta a entrar dentro de casa.
12. INT. QUARTO DE BEATRIZ – NOITE
Beatriz está deitada na cama, virada de costas para a porta e com a RESPIRAÇÃO ABAFADA. José entra no quarto, com o pijama vestido e o cabelo ainda molhado. Traz consigo a sua travesseira e deita-se na cama por baixo dos lençóis. Chega‑se para a beira da irmã e ficam assim durante alguns segundos. José dá um beijo na mão e pousa-a levemente na cabeça de Beatriz. Retira a mão e vira-se para o outro lado. Passados alguns segundos, Beatriz vira-se também e coloca o braço por cima de José, abraçando-o.
FADE OUT
FIM
LUÍS MIGUEL ROCHA
Luís Miguel Rocha é mestrando em Cinema e Fotografia – Especialização em Ficção, na Escola Superior de Media Artes e Design. A sua formação educacional deu-se na área das Ciências e Tecnologias e a sua paixão e interesse pelo Cinema surgiu durante a pandemia, ingressando na Licenciatura em Cinema pela Universidade da Beira Interior, em 2021.
Durante o 2o ano de licenciatura em Cinema dedicou a sua atenção ao documentário ao frequentar o curso Death & Documentary, uma parceria entre a UBI e a Universidade do Texas em Austin, onde desenvolveu e aprofundou conhecimentos sobre o género. Além desta experiência, realizou a curta-metragem À Luz das Impressões, um documentário de caráter experimental. Além do documentário, também desenvolveu uma curta-metragem experimental, DOTS MADNESS, a qual fez parte do projeto “Divergir – Mostra de Cinema Experimental e Videoarte”, em Aveiro. No 3o ano da licenciatura, dedicou-se particularmente à ficção e desenvolveu o seu projeto final como coargumentista e assistente de realização, intitulado de Não Sei O Que Fazer Com As Mãos.
Em 2024, participou no programa de Erasmus + “Summer Media Studio: Mastering of Scriptwriting” (Lituânia) onde adquiriu conhecimentos e competências sobre a escrita para Cinema.
No primeiro ano do mestrado, consolidou conhecimentos e experiência nas áreas da montagem e assistência de realização através da curta-metragem Uma Pessoa Assim. Atualmente, no âmbito do projeto final de mestrado, pretende dedicar-se às áreas de argumento e realização. O drama humano e as relações estabelecidas entre personagens complexas têm sido os domínios que mais lhe despertam interesse.
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